Queda do PIB: reforma é “essencial”, mas segundo Marx “equipe econômica precisa agir”

O Brasil começou o ano com a economia em baixa, com queda de 0,2% no Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre, na comparação com o quarto trimestre de 2018. Os números oficiais foram divulgados na manhã desta quinta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para o deputado federal Marx Beltrão (PSD), coordenador da bancada alagoana no Congresso Nacional, “este resultado do PIB mostra que algo precisa ser feito, de imediato, para garantir a retomada do desenvolvimento econômico. A reforma da previdência é sim essencial, e precisa ser justa. Mas não podemos ficar paralisados e ver a economia afundar no compasso de espera desta reforma. Já passa da hora e a equipe econômica do governo precisa agir com mais contundência em prol do crescimento da economia” afirmou o parlamentar.

De acordo com o Jornal O Estado de S. Paulo, esta foi a primeira retração na atividade econômica desde o quarto trimestre de 2016, quando a economia atingiu o fundo do poço, antes de sair da recessão, a partir do início de 2017. As informações foram citadas pelo jornal de acordo com a definição do Comitê de Datação de Ciclos Econômicos (Codace), abrigado na Fundação Getulio Vargas (FGV).

“Repito: a reforma da previdência é importante, mas os alertas negativos estão sendo dados pelos analistas econômicos há meses. O ministro Paulo Guedes avalia medidas como, por exemplo, liberar os recursos das contas do FGTS para ‘jogar’ dinheiro no mercado e aquecer o consumo das famílias. Mas não podemos aguardar a reforma ser aprovada para adotarmos saídas como esta, ou como outras. Precisamos de ações em busca do desenvolvimento econômico urgentemente” afirmou Marx Beltrão.

A retração do PIB reforça a lentidão da recuperação da economia, ainda longe do nível de antes da recessão, iniciada no segundo trimestre de 2014. Em 2017 e 2018, o PIB avançou 1,1% em cada ano, insuficiente para recuperar o tombo de 8,1% no acumulado de 11 trimestres de recessão.