Reunião entre Seris e TJ-AL define retomada do projeto “Começar de Novo”

Incluir socialmente reeducandos em cumprimento de pena no regime fechado por meio da atividade laboral, beneficiando empresas parceiras que acreditam e apostam na mão de obra carcerária. Esse foi o tema de reunião, realizada na segunda-feira (25), entre o secretário de Estado de Ressocialização e Inclusão Social, coronel PM Marcos Sérgio de Freitas, e o presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas, desembargador Tutmés Airan, na sede do TJ-AL, no Centro de Maceió.

O encontro também contou com a presença do juiz auxiliar da Presidência do TJ, Alexandre Lenine, do secretário executivo de Gestão Interna da Seris, tenente-coronel PM Marcos Henrique do Carmo e do presidente da Associação dos Empresários do Núcleo Industrial Bernardo Oiticica (NIBO), Carlos Pinheiro Júnior. Na oportunidade, ficou definido que o termo de cooperação para retomada do projeto “Começar de Novo” – destinado a ofertar oportunidades de emprego para os reeducandos – será firmado logo após o carnaval, segundo previsão do próprio presidente do Poder Judiciário.

“Vamos reeditar, por meio desta parceria, o projeto cujo objetivo é fazer com que os presos do regime fechado possam trabalhar. O Núcleo Industrial foi construído exatamente para isso”, afirmou o desembargador Tutmés Airan, recordando o fato de que, em oito anos de projeto, foi registrada apenas uma fuga.

“Esse é um fato absolutamente significativo, pois mostra o quanto o preso quer trabalhar, aprendendo um ofício para, quando deixar o cárcere, sobreviver dignamente. Portanto, se ao menos parte das 14 empresas instaladas no NIBO aderirem ao projeto, já estaremos dando uma contribuição enorme, ofertando capacitação e esperança ao preso. Isso é extraordinário”, emendou o magistrado.

Além das empresas presentes no Núcleo Industrial, outras seis já começaram a se instalar. É o que revela o empresário Carlos Pinheiro Júnior, um dos responsáveis pela iniciativa. “Acreditamos que noventa por cento das empresas vai aderir ao projeto, que, além de ressocializar, permite ao preso receber um salário mínimo por mês, transformando-o, mesmo custodiado, no provedor de sua família. Isso sem falar na remição da pena, o que também acaba resultando em economia para o Estado”, analisou.

Já o secretário de Ressocialização e Inclusão Social fez questão de agradecer a dedicação do desembargador Tutmés Airan ao projeto que é referência no país. “O Poder Judiciário, também por meio do juiz de Execuções Penais José Braga Neto, é um vetor importantíssimo no processo de fomento da mão de obra carcerária, para que os presos do regime fechado possam trabalhar no NIBO. Vamos empregar mais de uma centena de presos ainda em 2019, mas o objetivo é aumentar a oferta a cada ano”, assegurou o coronel PM Marcos Sérgio de Freitas.

Ascom – 26/02/2019